Um terço do mundo ainda faz download de música ilegalmente

As inovações tecnológicas quem têm ocorrido na indústria fonográfica não estão se mostrando o suficiente para enfrentar a questão da pirataria. De acordo com o relatório divulgado pela International Federation of the Phonographic Industry (IFPI), 38% dos consumidores de música ainda obtém conteúdo através de meios ilegais. 

A forma mais popular de infração de direitos autorais é a extração das canções a partir dos serviços de streaming (praticada por 32% dos consumidores), seguido por downloads através de cyberblocks ou P2P (23%). Esses resultados surgiram com base em um estudo conduzido pela IFPI, que envolveu pessoas de 16 a 64 anos de idade, em 18 países como Inglaterra, Estados Unidos, Brasil, França, África do Sul e Coréia do Sul (regiões que, de acordo com o documento, compõe a vasta maioria do consumo de música).  

O principal motivo registrado foi a busca pela capacidade de ouvir música offline sem precisar pagar uma mensalidade. Resumindo: a indústria fonográfica está em uma nova ascensão, mas também passa por uma hemorragia financeira. Novas leis que protegem conteúdo digital estão em desenvolvimento, mas ainda não foi descoberto um remédio milagroso para isso.  

De acordo com um levantamento feito pela empresa britânica MUSO, 25% da pirataria online é relacionada à música, registrando 74 bilhões de acessos a sites de pirataria em 2017, além de uma crescente busca por conteúdo musical não licenciado: crescimento de porcentagens com dois dígitos a cada ano.  

Andy Chatterley, CEO da MUSO, apontou que a popularidade dos downloads ilegais pode vir a representar "uma enorme oportunidade de renda", caso artistas, selos e distribuidoras olhem para essas pessoas que infringem as leis de direitos autorais como "fãs altamente dedicados a conseguirem o conteúdo que buscam, independente de como", e assim, ajustar suas estratégias de acordo.

Categoria:Músicas

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