Por que mesmo com tantos erros o pré-carnaval com Calvin Harris mostrou a força da música eletrônica no Brasil – e o que a prefeitura deve melhorar para os próximos
- 11/02/2026
- 0 Comentário(s)
Na tarde deste domingo, 08, Calvin Harris retornou ao Brasil após 11 anos para tocar no Bloco da Skol.
Um dos maiores nomes de todos os tempos da música eletrônica, o DJ queria que seu retorno fosse marcante, como relatou Felipe Cerchiari em entrevista ao portal We Go Out. Não teria nada mais triunfal que um trio de carnaval na maior metrópole da América Latina.
O carnaval é uma das maiores mobilizações culturais do mundo, com presença de todos os gêneros musicais mais populares no Brasil, incluindo a música eletrônica, que pela 2° vez em 15 dias reafirmou seu protagonismo no país. Primeiro no aniversário de São Paulo lotando dois parques e agora lotando a Rua da Consolação com centenas de milhares de pessoas.
O volume de pessoas foi tão alto, que superlotou a área destinada à comemoração. Por este motivo, algumas pessoas passaram mal, foram pisoteadas pela multidão e precisaram derrubar grades de proteção para fugir do tumulto. Até o momento, não foi divulgado o número de presentes, mas segundo o UOL, o bloco Acadêmicos do Baixo Augusta reuniu 1,5 milhão e se encontrou com o bloco de Harris, o que pode ter aumentado a concentração em um curto espaço.

Em situações como essa, em que a importância do evento era de conhecimento dos organizadores, da prefeitura e das forças policiais, é preciso um melhor planejamento para que tudo ocorra da melhor forma para todos. Alguns pontos podem ser revistos para os próximos episódios como:
– Área maior destinada ao evento;
– Dimensionar de forma correta o tamanho de um artista como Calvin Harris, que atrai fãs de todas as idades e várias cidades;
– Hidratação gratuita para o público, assim como caminhões pipa para refrescar a temperatura;
– Melhorar o planejamento e agendamento dos blocos para evitar encontros de multidões;
– Aumentar o número de grades de proteção, criar corredores de emergência e limitar o acesso a áreas críticas, prevenindo invasões;
– Aumentar o efetivo de segurança;
– Posicionar mais ambulâncias, equipes de bombeiros e postos de atendimento médico ao longo do percurso;
– Utilizar estimativas de público com base em dados prévios e implementar contagens em tempo real para evitar superlotação;
– Melhorar a comunicação e sinalização: Fornecer informações claras sobre horários, rotas alternativas e dicas de segurança via aplicativos, redes sociais e alto-falantes, ajudando o público a se preparar e evitar confusões.
O corpo de bombeiros foi fundamental para socorrer os foliões e o bloco foi paralisado antes da entrada de Calvin Harris até que a situação se acalmasse.
Na mídia tradicional, as manchetes estão falando apenas dos pontos negativos. Talvez por que seja um bloco onde a música eletrônica roubou a cena? Entretanto, é preciso valorizar o que Calvin Harris fez em sua apresentação e a mensagem que fica após o Bloco da Skol.
O escocês começou a tocar por volta das 15h, com um pouco de atraso, e fez uma apresentação histórica em São Paulo para um número muito expressivo de pessoas que foram prestigiar, cantar e dançar seus diversos hits produzidos ao longo da carreira. As imagens falam por si só.
Este domingo provou que a música eletrônica é um dos estilos mais fortes no Brasil. Calvin Harris, como figura central deste quebra-cabeça, foi uma escolha estratégica já que ele atinge públicos variados. Desde o spoiler misterioso no story até o último drop na Consolação, a mobilização foi gigante, digna da combinação certeira que é a música eletrônica e o carnaval. E mostrou que o povo quer dançar eletrônico sim!


































